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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Will you miss me?

"How do you say goodbye to someone you can't imagine living without?
I didn't say goodbye.
I didn't say anything.


I just walked away. "


sábado, 27 de fevereiro de 2010

Sol de Inverno...



Não aquece mas traz Alegria... Energia... Esperança... Saudade...

Para mim, o Sol de Inverno é nostálgico e mágico.



Sabe deus que eu quis
Contigo ser feliz
Viver ao sol do teu olhar,
Mais terno.
Morto o teu desejo
Vivo o meu desejo
Primavera em flor
Ao sol de inverno

Sonhos que sonhei
Onde estão
Horas que vivi
Quem as tem
De que serve ter coração
E não ter o amor de ninguém.
Beijos que te dei
Onde estão
A quem foste dar
O que é meu
Vale mais não ter coração
Do que ter e não ter, como eu.

Eu em troca de nada
Dei tudo na vida
Bandeira vencida
Rasgada no chão,
Sou a data esquecida
A coisa perdida
Que vai a leilão.

Sonhos que sonhei
Onde estão
Horas que vivi
Quem as tem
De que serve ter coração
E não ter o amor de ninguém.

Vivo de saudades, amor
A vida perdeu fulgor,
Como o sol de inverno
Não tenho calor.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

E depois do Adeus...

2 versões duma belíssima canção, com uma letra excelente e poderosa.
Não se trata de compara-las mas sim de mostrar diferentes interpretações.

ANTES (1974)



DEPOIS (2010)


Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza enfim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Mastiga e deita fora, Chiclete

Esta dedico a todas as pessoas sem valores...





E como tudo o que é coisa que promete
A gente vê como uma chiclete
Que se prova, mastiga e deita fora, sem demora
Como esta música é produto acabado
Da sociedade de consumo imediato
Como tudo o que se promete nesta vida, chiclete

Chiclete

E nesta altura e com muita inquietação
Faço um reparo e quero abrir uma excepção
Um casse-tete nunca será não, chiclete
Pra que tudo continue sem parar
Fundamental levar a vida a dançar
Nesta vida que tanto promete, chiclete

Chiclete

E como tudo o que é coisa que promete
A gente vê como uma chiclete
Que se prova, mastiga e deita fora, sem demora
Como esta música é produto acabado
Da sociedade de consumo imediato
Como tudo o que se promete nesta vida, chiclete

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Se não fosse este frio...



E dou por mim a falar contigo sobre o tempo...
(A nós que nunca nos faltou assunto).


"Que frio está hoje"...

"Não se pode andar na rua"...

"Frio e chuva..."


Para ser sincera, gosto do frio que faz... Se não fosse este frio, de que falaríamos nós???





No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir
De lá pra cá não sei
Caminho ao longo do canal
Faço longas cartas pra ninguém
E o inverno no Leblon é quase glacial

Algo que jamais se esclareceu
Onde foi exactamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei?

Lá mesmo esqueci que o destino
Sempre me quis só
No deserto sem saudade, sem remorso, só
Sem amarras, barco embriagado ao mar
Não sei o que em mim
Só quer me lembrar
Que um dia o céu reuniu-se à terra um instante por nós dois
Pouco antes de o ocidente se assombrar...

♥ Adriana Calcanhotto ♥

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Palavras que se enrolam na língua...

Nem sempre consigo falar o que me vai na alma. Por vezes penso que não me irão entender. Outras penso que não vale a pena. Outras porque quero esconder, simplesmente, o quanto gosto de alguém...

Sentimentos que nos fazem calar...


Amor... Orgulho... Rancor... Tristeza...


e por fim...

Nada.






Palavras que se enrolam na língua
Uma timidez superlativa
Há coisas difíceis de dizer
Não vou ficar a olhar
Deixar o tempo passar
E ver o teu sorriso a desaparecer

Kilos de alegria
Montes de prazer
Há-de vir o dia
Em que te vou dizer

Não sou gago
Não me falta a vontade
Tu das-me
Essa liberdade
Mas há coisas difíceis de dizer

Vou ver se consigo
Dizer-te ao ouvido
Estas três palavras
Que trago comigo
Hás-de ver

Kilos de alegria
Montes de prazer
Há-de vir o dia
Em que te vou dizer

Lá estou eu outra vez a tremer
Com esta conversa pra fazer
Farto de calar
Farto de sofrer
Mas há coisas difíceis de dizer
Farto de sofrer
Farto de calar
Com todo o meu amor

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Por que me desiludo?


Pensando bem... as desilusões são criadas por nós mesmos.

Sim, porque criamos ilusões em relação a algo.

Vemos o que queremos ver... como queremos ver.

É assim que vejo as pequenas desilusões pelas quais vou passando. Criei expectativas por situações e pessoas e quando não foram correspondidas... desiludi-me.

Exacto!

Desiludi-me... a mim mesma. Quem mandou esperar tanto dos outros???
Pior ainda, quando sei que do outro lado não virá melhor e mesmo assim, espero.
Porque, na verdade, quando gostamos de alguém, queremos muito que seja perfeito...

Outras vezes desiludi-me, simplesmente por não ter falado. Por achar que os outros deveriam me conhecer tão bem, que eu não precisaria falar...
(Portanto, teriam de adivinhar o que me iria no pensamento).
Puro orgulho! Despeito, talvez!... Ou simplesmente, achar que, no lugar dos outros, eu agiria duma maneira... e quando esses outros assim não agem, fica a mágoa silenciosa em mim...

Desiludo-me de novo!

Os outros não têm de ser iguais a mim!
(Quando é que aprendo?)

E assim me vou magoando... Porque espero sempre demasiado dos outros. Espero sempre que sejam para mim o que sou para eles. E isso... não existe.

Tenho de começar por mim.


Dar a quem eu nada possa esperar...



terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Gelada por dentro...



O ano para mim começou com frio... Muito frio mesmo.

Nunca vi nevar. Foi uma agradável surpresa quando a neve começou a cair.

Eu cheia de frio... "Está a nevar" - disseram.
"Não está nada - disse eu relutante - A neve não cai assim... Não faz barulho". Eu que nunca tinha visto nevar... Sabia lá eu!? Mas eu tinha um sonho...

Não nevou como eu quis mas fez-me feliz.





Precisamente no último dia do ano.

A neve veio para ficar, parece-me.

Estou gelada por dentro...

Por quem não esqueci



Para todas as pessoas que um dia fizeram parte da minha vida e que eu não esqueci...
Nunca vou esquecer... (A menos que o Alzheimer me trame lol)




Há uma voz de sempre
Que chama por mim
Para que eu lembre
Que a noite tem fim

Ainda procuro,
Por quem não esqueci
Em nome de um sonho,
Em nome de ti

Procuro à noite, um sinal de ti
Espero à noite, por quem não esqueci
Eu peço à noite, um sinal de ti
Por quem eu não esqueci

Por sinais perdidos
Espero em vão
Por tempos antigos, por uma canção
Ainda procuro, por quem não esqueci
Por quem já não volta, por quem eu perdi

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Estados de espírito... Estou além




Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra não chegar tarde
Não sei do que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão
Vou continuar a procurar
a quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só
Quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar

Vou continuar a procurar
o meu mundo, o meu lugar
Porque até aqui eu só

Estou bem
Aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou

Eu não sei dizer - Silence 4







No mais puro silêncio, oiço o teu apelo... Apenas num olhar tudo se transforma.







O silêncio
deixa-me ileso
e que importância tem?
se assim
tu vês em mim
alguém melhor que alguém

sei que minto
pois o que sinto
não é diferente de ti

não cedo
este segredo
é frágil e é meu


eu não sei tanto sobre tanta coisa
que às vezes tenho medo
de dizer aquelas coisas
que fazem chorar


quem te disse coisas tristes
não era igual a mim
sim eu sei que choro
mas eu posso
querer diferente para ti


eu não sei tanto sobre tanta coisa
que às vezes tenho medo
de dizer aquelas coisas
que fazem chorar

e não me perguntes nada
eu não sei dizer